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Hemominas é responsável pelo cadastramento de candidatos

à doação de medula óssea, gesto que pode salvar vidas

P

ara o doador, apenas um incômodo passageiro. Para o doente, a diferença entre a vida e a morte. É assim que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) resume o que representa a doação de medula óssea, gesto de solidariedade que pode significar a chance de recuperação de muitas pessoas que enfrentam problemas de saúde, como doenças do sangue (leucemia e linfomas) e doenças autoimunes.

Primeiramente, é importante diferenciar medula óssea (tecido líquido-gelatinoso presente na parte interna dos ossos) e medula espinhal (que transmite impulsos nervosos para todo o corpo, por meio do cérebro). A medula óssea é responsável pela produção de componentes como as hemácias (células vermelhas), que transportam o oxigênio na corrente sanguínea, e os leucócitos (células brancas), que atuam na defesa do organismo. Há, também, a fabricação das plaquetas, que têm função importante na coagulação do sangue.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), todos os anos, cerca de 2,5 mil pessoas são indicadas para a realização do transplante de medula óssea. Em média, a probabilidade de se achar um doador que tenha compatibilidade com o receptor pode chegar a uma em 100 mil. Justamente por isso, a doação e o cadastro na lista nacional se fazem necessários, para aumentar as possibilidades de quem precisa do transplante.

Em Minas, a Fundação Hemominas é a responsável pelo cadastramento de candidatos a doadores de medula, além de orientar, coletar amostras e encaminhá-las aos laboratórios de alta especificidade. Até dezembro de 2013, foram cadastrados 370.800 candidatos.

CADASTRO - Para participar do cadastro, explica a gerente de Captação e Cadastro de Doadores da Hemominas, Heloísa Gontijo, a pessoa tem que ter entre 18 e 54 anos, apresentar boa saúde e não ter doenças infecciosas e hematológicas. Os interessados devem comparecer a uma das unidades de atendimento e apresentar, além de um documento de identidade oficial com foto, um formulário de identificação devidamente preenchido e um termo de consentimento assinado pelo candidato.

Na primeira fase do cadastramento, é colhida uma pequena amostra de sangue (5ml), que será utilizada para a realização do exame Antígenos Leucocitários Humanos (HLA). "Nesta etapa, são traçadas as características genéticas do doador", observa Heloísa. Os dados são direcionados para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Após cruzamento de informações no sistema, se for detectada margem de compatibilidade, passa-se para uma nova etapa, chamada de alta resolução, na qual o candidato comparece mais uma vez ao hemocentro. "É colhida, então, uma nova amostra e são feitos exames mais criteriosos, para uma tipificação confirmatória, a fim de checar se realmente há a compatibilidade", reforça.

Assim que a pessoa deixa de ser candidata e passa a fazer parte efetivamente do Redoma, a continuidade do processo já ocorre sob inteira responsabilidade do Inca. Isso quer dizer que os hemocentros não têm participação ativa na convocação e nem no ato da doação, além de não receberem ou terem acesso aos dados dos exames e informações do próprio Redome. Tudo é feito pela equipe do Ministério da Saúde e, uma vez no cadastro, o doador poderá ser chamado a qualquer tempo. Por isso, é fundamental que os doadores cadastrados mantenham seus dados atualizados no Redoma.

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